quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Agência Espacial Européia construirá uma base na Lua até 2030.

É possível que, daqui a cerca de 14 anos, os astronautas passem meses em uma vila construída com aparelhagem 3D na Lua. Pelo menos é o que sugeriram duzentos especialistas, entre eles, cientistas e engenheiros, no Simpósio Internacional sobre a Lua 2020-2030, que ocorreu em dezembro de 2015 na Holanda.

No mesmo evento, a Agência Espacial Européia (ESA) anunciou que essa base lunar poderia ser construída já nos próximos cinco anos. A NASA está bem interessada em ver isso acontecer: em 2030, a agência espacial americana pretende mandar uma missão tripulada para Marte – e a Lua seria uma parada estratégica no meio do caminho.


Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, calcularam que os astronautas da missão poderiam chegar na Terra com 68% a menos de massa caso coletassem a maior parte de seus combustíveis e líquidos pesados na base lunar. Além disso, a NexGen Space LLC, empresa consultora da NASA, estimou que essa base de abastecimento reduziria em US$ 10 bilhões (R$ 40 bi) ao ano o custo de mandar humanos para o planeta vermelho.


A idéia da Agência Espacial Européia é começar a enviar robôs para a Lua a partir de 2020, para que eles construam as instalações da base. Em 2013, a agência fez uma parceria com várias empresas de construção para testar quais seriam os melhores materiais a serem usados no satélite. Por fim, os materiais feitos por meio de impressão 3D foram considerados os mais adequados para a tarefa.


O projeto atual é que o vilarejo lunar possuía uma cúpula que proteja os astronautas de micro meteoros e da radiação espacial. Com a presença da estrutura no satélite, também será possível estudar melhor a Lua e seus recursos. Os próximos 14 anos, definitivamente, serão bem interessantes. 

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