Enquanto não houve anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras, o preço da gasolina resolveu correr na frente em Bom Conselho — e quem paga essa conta, como sempre, é o consumidor. A escalada do combustível nas últimas semanas tem chamado a atenção e gerado muitas conversas nas calçadas, nas filas dos postos e nas redes sociais da terra de Papacaça.
O estopim para esse movimento, segundo comentários recorrentes entre revendedores e motoristas, estaria ligado ao clima de tensão provocado pela guerra no Oriente Médio. O conflito reacendeu temores no mercado internacional de petróleo e, mesmo antes de qualquer reajuste formal no Brasil, os reflexos já começaram a aparecer no preço final para o consumidor.
Em Bom Conselho, a alta foi rápida e sentida quase que de uma semana para outra. Até o final de fevereiro, o litro da gasolina era encontrado a R$ 6,05. Já na primeira semana de março, o valor saltou para R$ 6,45. Poucos dias depois, no início da segunda semana do mês, o preço subiu novamente e passou para R$ 6,75.
Agora, no início da terceira semana de março, o combustível permanece estacionado nos mesmos R$ 6,75 — o que, se não chega a ser motivo de comemoração, pelo menos traz um pequeno respiro momentâneo ao consumidor que já vinha sendo surpreendido por aumentos sucessivos.
Mesmo assim, o impacto é imediato e pesado. Motoristas, motociclistas, trabalhadores que dependem do transporte diário e até pequenos comerciantes que utilizam veículos para suas atividades sentem o golpe direto no bolso. Quando o combustível sobe, tudo acaba subindo junto — do frete ao preço final de mercadorias.
Desde o início das tensões internacionais, o aumento dos combustíveis já era assunto recorrente nas rodas de conversa. O que pouca gente esperava era que a escalada chegasse de forma tão rápida e tão intensa por estas bandas do Agreste, isso mesmo do Agreste, já que em cidades da região os preços também saltaram.
Do jeito que a coisa vai, não será surpresa se muita gente resolver recorrer a alternativas mais antigas e econômicas. Voltar a gastar o solado do chinelo, tirar a bicicleta da poeira ou até voltar ao tempo da carroça que poderá deixar de ser apenas lembrança.
Porque, como diz o velho ditado que nunca perde a validade: quando a gasolina sobe demais, quem não quer chorar… trata logo de caminhar a pé.



























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