A 23ª edição da Cavalgada de Nossa Senhora do Bom Conselho foi realizada no final de semana passado e voltou a cumprir um papel que vai além do festejo. É memória viva, é tradição que segue firme no passo do cavalo e na devoção de quem participa. O cortejo saiu de Bom Conselho no sábado, dia 31 de janeiro, e chegou a Arapiraca na segunda-feira, dia 2, data dedicada à padroeira do município alagoano.
Foram cerca de 100 quilômetros percorridos, refazendo o mesmo caminho trilhado em 1864 por Manuel André, fundador de Arapiraca, quando buscou a imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho para levá-la ao então povoado. Um gesto simples na época, mas que atravessou gerações e hoje se mantém como um dos símbolos mais fortes da identidade cultural da região.
Ao longo do percurso, cavaleiros e amazonas viveram dias de convivência intensa, marcados por paradas para o bate sela, momentos de descanso, alimentação, pernoite e apresentações culturais que deram ainda mais vida à caminhada. Cada parada virou encontro, conversa, partilha e reafirmação da fé.
Integrando o calendário cultural de Alagoas, a cavalgada segue cumprindo sua missão de preservar a memória histórica e fortalecer os laços entre os dois municípios. Mais do que uma tradição religiosa, o evento se consolida como um elo entre passado e presente, mostrando que a história não fica guardada em livros. Ela segue viva, em movimento, no chão batido da estrada e no coração de quem acredita.

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