sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Márcia do Angico participa de desfile que celebra identidade, ancestralidade e educação quilombola em Bom Conselho.

A comunidade quilombola Angico, em Bom Conselho, viveu na última quarta-feira, dia 2, um daqueles momentos que ultrapassam a simples programação escolar e ganham significado especial para toda uma comunidade. O desfile cívico reuniu estudantes, educadores, moradores e famílias de comunidades vizinhas do sítio Angico em uma demonstração de orgulho, pertencimento e valorização da história quilombola.

Entre os nomes presentes estava a líder quilombola Márcia do Angico, que acompanhou de perto o momento de emoção e representatividade. A participação das escolas Doralice Rodrigues da Silva, Marçal Rodrigues, Doralice Severino Barbosa e José Cristóvão Sobrinho, além do Anexo Quilombola da Escola Coronel José Abílio e da EJA Quilombola, deu ao desfile uma dimensão ainda maior.

Mais do que levar estudantes a desfilar, o evento colocou em evidência a força de uma identidade construída a partir da memória, da ancestralidade e da resistência. Cada apresentação, cada símbolo e cada passo do desfile carregaram consigo a história de homens e mulheres que ajudaram a construir a comunidade e que seguem lutando para que as novas gerações tenham acesso a uma educação pública democrática, inclusiva e antirracista.

Para Márcia do Angico, que tem sua trajetória marcada pela defesa das comunidades quilombolas e das pautas sociais, o momento representou também a reafirmação de uma luta que não se encerra nas salas de aula. Duas vezes consecutivas vereadora pelo PT, ela é atualmente segunda suplente do senador Humberto Costa e se consolidou como uma das principais vozes da pauta quilombola em Pernambuco, tendo em Bom Conselho sua principal base de atuação.

O desfile mostrou que educação também é instrumento de transformação social. Quando uma comunidade apresenta sua história, valoriza seus ancestrais e ensina suas crianças a reconhecerem a própria identidade, está construindo cidadania e fortalecendo as bases para um futuro com mais respeito e igualdade.

Na comunidade quilombola Angico, o 2 de setembro foi, portanto, muito além de uma data no calendário cívico. Foi um dia de memória, orgulho e afirmação. Um desfile que colocou a cultura quilombola no centro da cena e mostrou que preservar a história também é uma forma de construir o amanhã.

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