Após sete anos “brincando” com um piercing
de língua, forçando-o contra seus dentes superiores frontais, uma mulher de 26
anos precisou de um aparelho ortodôntico, que custou bem caro, para corrigir
uma fração mínima de espaço, uma diferença que causou entre esses dentes.
Para documentar o que é considerado um
fenômeno comum entre aqueles com tachas de metal inseridas nas línguas,
pesquisadores tiraram fotos da paciente. As fotos mostraram que ela não tinha
diastema, ou espaço, entre seus incisivos centrais superiores antes de receber
o piercing na língua.
Com base na posição do espaço, os
pesquisadores concluíram que a jovem criou uma lacuna mediana, empurrando o
pino em forma de barra contra os dentes frontais superiores todo dia, durante
sete anos.
É um princípio básico da ortodontia que a
força, ao longo do tempo, faz os dentes se mover, disseram os investigadores.
Um estudo anterior já tinha descoberto que
as perfurações na língua faziam com que estudantes do ensino médio pegassem
esse hábito de ficar “forçando o piercing contra os dentes”, que os alunos
chamavam de “brincar”.
Eles nunca tiram o piercing porque a língua
é tão vascular que ficar sem ele por um dia pode resultar na cura da abertura
feita na língua, falaram os pesquisadores. Então faz sentido que empurrar
constantemente o metal contra os dentes – ou seja, todos os dias, sem pausa –
vai movê-los ou separá-los.
Esse é mais um alerta para quem considera o
piercing um estilo de vida: tome cuidado com seus dentes.
Fonte: Hype Science -
www.hypescience.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário