sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Márcia do Angico comemora vitórias de aliados, lamenta derrota de Doriel Barros e já mira o segundo turno.

Encerradas as eleições do último domingo, 4 de outubro, a líder quilombola e ex-vereadora de Bom Conselho, Márcia do Angico, faz o balanço de uma disputa marcada por vitórias importantes de aliados políticos, uma derrota lamentada e novas expectativas para o segundo turno da eleição presidencial.

Entre os resultados comemorados por Márcia está a reeleição do deputado federal Clodoaldo Magalhães, seu candidato à Câmara Federal. Além de garantir mais um mandato em Brasília, o parlamentar foi o candidato a deputado federal mais votado em Bom Conselho, ultrapassando a marca de 7 mil votos e consolidando sua força política no município.

Márcia também celebra a reeleição do senador Humberto Costa e a vitória da governadora Raquel Lyra, resultados que integram o saldo positivo das urnas para os nomes que receberam seu apoio.

Nem tudo, porém, terminou como esperado. A ex-vereadora lamenta a derrota do deputado estadual Doriel Barros, que não conseguiu renovar o mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A perda representa um revés para o campo político com o qual Márcia mantém vínculos e para as articulações em torno de pautas sociais e populares.

Superada a primeira etapa da disputa, as atenções se voltam agora para o segundo turno presidencial, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentará Flávio Bolsonaro. O novo embate nacional promete manter a política no centro do debate e mobilizar lideranças de diferentes regiões do País.

Em Bom Conselho, Márcia do Angico chega ao período pós-eleitoral com uma trajetória construída na militância política, na defesa dos direitos da população quilombola e na luta por inclusão social. Filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), ela exerceu dois mandatos consecutivos como vereadora e também presidiu a legenda no município.

Reconhecida como uma das principais vozes da comunidade quilombola local, Márcia mantém sua atuação ligada às demandas das comunidades rurais, à defesa de direitos e à busca por melhores condições de vida para a população mais vulnerável.

Mais do que comemorar resultados ou lamentar derrotas, o desafio que se apresenta agora é transformar a força política construída nas urnas em avanços concretos para a população. Para lideranças com atuação social, como Márcia do Angico, o calendário eleitoral passa, mas a cobrança por políticas públicas, respeito às comunidades tradicionais e oportunidades para quem mais precisa permanece.

Na política, afinal, a eleição termina na urna. O compromisso com as causas populares precisa continuar todos os dias.

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