A educação como instrumento de transformação social e garantia de direitos esteve no centro da participação de Márcia do Angico na pré-conferência municipal de educação de Bom Conselho, realizada nesta semana. Principal liderança quilombola do município, ela acompanhou as discussões voltadas à construção coletiva do Plano Municipal de Educação, com atenção especial ao Objetivo 9, relacionado à educação escolar quilombola.
Professora de formação, Márcia tem na defesa de uma educação inclusiva, comprometida com a realidade das comunidades tradicionais e com a valorização da identidade quilombola, uma de suas principais bandeiras de luta. Sua presença no encontro reforça a importância de garantir espaço às vozes das comunidades na formulação de políticas públicas educacionais.
A pré-conferência representa uma oportunidade para reunir diferentes segmentos da sociedade, discutir prioridades e contribuir para a definição dos caminhos da educação municipal. Nesse processo, a participação de lideranças comunitárias é fundamental para que o planejamento não fique restrito aos gabinetes, mas dialogue com as necessidades concretas de estudantes, professores e famílias.
No caso da educação escolar quilombola, o debate ganha uma dimensão ainda mais significativa. Além do acesso ao ensino e da melhoria da aprendizagem, é necessário considerar a história, a cultura, a identidade e as particularidades das comunidades, assegurando que esses elementos sejam respeitados e valorizados no ambiente escolar.
A trajetória de Márcia do Angico está ligada à participação política e às pautas sociais de Bom Conselho. Ela presidiu o PT no município e exerceu dois mandatos consecutivos como vereadora, período em que construiu sua atuação pública. Fora do Legislativo, continua presente em encontros, mobilizações e debates sobre temas relevantes para a população.
Sua participação na pré-conferência evidencia a continuidade desse compromisso, especialmente com uma área que conhece também pela experiência profissional. Para quem acompanha a realidade das comunidades quilombolas, discutir educação significa tratar de oportunidades, reconhecimento e direitos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário