Diante da repercussão que vem ganhando o
caso do uso das instalações da Unidade de Beneficiamento de Castanha de Cajú,
em Bom Conselho, para o funcionamento de uma oficina mecânica, a Associação dos
Remanescentes do Quilombo Angico de Cima, responsável pelo prédio, através de
sua presidente Alcione Cirilo, procurou alguns veículos de comunicação para
esclarecer a situação.
De acordo com a líder quilombola, a unidade
localizada as margens da PE-218, trecho próximo a entrada para a Rua Manoel
Bandeira (Rua da Lama), foi construída na segunda gestão do ex-prefeito Audálio
Ferreira (2005/2008), através de uma parceria entre os governos Federal,
Estadual e Municipal, e o Instituto Xingó.
Após a construção do prédio, foram
adquiridos os equipamentos necessários para o funcionamento, porém enquanto
aguardava-se a liberação para começar a operar, o local foi invadido por
desconhecidos e teve várias peças roubadas. A partir daí, outras ações
criminosas começaram a acontecer chegando ao ponto de recentemente começarem a
roubar até o forró do imóvel. Diante da situação, a associação resolveu tomar
uma medida para estas ações.
Assim, a entidade inicialmente registrou um
boletim de ocorrência na Delegacia local, e como forma de utilizar o espaço que
estava sem uso, para que o mesmo não fosse invadido ou depredado, já que não
tem condições em curto prazo de comprar os equipamentos que foram roubados e
dar continuidade ao projeto inicial, firmou parceria com uma oficina mecânica
de automóveis da cidade.
O procedimento consistiu em ceder o espaço
gratuitamente, para que a oficina mecânica funcione no local, e em troca o
responsável promove cursos de mecânica de automóveis para os jovens
interessados, que assim ganharam a chance de fazer um curso profissionalizante
totalmente gratuito. A medida, segundo a associação, tem surtido os efeitos
esperados.



Nenhum comentário:
Postar um comentário