quinta-feira, 5 de abril de 2018

Associação esclarece uso de prédio de sua responsabilidade para fins privados em Bom Conselho.

Diante da repercussão que vem ganhando o caso do uso das instalações da Unidade de Beneficiamento de Castanha de Cajú, em Bom Conselho, para o funcionamento de uma oficina mecânica, a Associação dos Remanescentes do Quilombo Angico de Cima, responsável pelo prédio, através de sua presidente Alcione Cirilo, procurou alguns veículos de comunicação para esclarecer a situação.
De acordo com a líder quilombola, a unidade localizada as margens da PE-218, trecho próximo a entrada para a Rua Manoel Bandeira (Rua da Lama), foi construída na segunda gestão do ex-prefeito Audálio Ferreira (2005/2008), através de uma parceria entre os governos Federal, Estadual e Municipal, e o Instituto Xingó.

Após a construção do prédio, foram adquiridos os equipamentos necessários para o funcionamento, porém enquanto aguardava-se a liberação para começar a operar, o local foi invadido por desconhecidos e teve várias peças roubadas. A partir daí, outras ações criminosas começaram a acontecer chegando ao ponto de recentemente começarem a roubar até o forró do imóvel. Diante da situação, a associação resolveu tomar uma medida para estas ações.

Assim, a entidade inicialmente registrou um boletim de ocorrência na Delegacia local, e como forma de utilizar o espaço que estava sem uso, para que o mesmo não fosse invadido ou depredado, já que não tem condições em curto prazo de comprar os equipamentos que foram roubados e dar continuidade ao projeto inicial, firmou parceria com uma oficina mecânica de automóveis da cidade.

O procedimento consistiu em ceder o espaço gratuitamente, para que a oficina mecânica funcione no local, e em troca o responsável promove cursos de mecânica de automóveis para os jovens interessados, que assim ganharam a chance de fazer um curso profissionalizante totalmente gratuito. A medida, segundo a associação, tem surtido os efeitos esperados.

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