quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Quando a presença incomoda mais do que a ausência.

Há uma cena que se repete em Bom Conselho desde o início da atual gestão e que, curiosamente, tem incomodado mais do que deveria. O prefeito Dr. Edézio Ferreira chega a um evento, a uma inauguração, a uma agenda institucional qualquer, e ao seu lado está a primeira-dama, Luciana Quirino. Presente, discreta, atenta. Não fala mais do que deve, não ocupa espaço que não lhe pertence, mas também não se esconde. Está ali. E isso, para alguns, virou motivo de crítica.

Passado o primeiro ano de governo, já com o segundo em andamento, é natural que a gestão seja avaliada. Críticas fazem parte do jogo democrático, são necessárias e até saudáveis quando têm fundamento. O problema começa quando se procura defeito onde não há, apenas para alimentar um discurso oposicionista que precisa, a qualquer custo, encontrar um alvo.

Desde o início do governo, uma parcela insignificante resolveu mirar na postura da primeira-dama. A presença constante de Luciana ao lado do prefeito passou a ser tratada como algo negativo, quase como se fosse um erro de conduta. E aqui é preciso fazer uma pausa e olhar a situação com um mínimo de honestidade intelectual.

Qual é, afinal, o papel de uma primeira-dama? Em que manual está escrito que ela deve ser invisível, ausente, distante? Em que momento se decidiu que apoiar o esposo, acompanhar a gestão, participar da vida pública da cidade passou a ser algo condenável?

A verdade, nua e crua, é que o incômodo não está na presença, mas no significado dela. Luciana Quirino representa apoio, parceria, estabilidade. Representa alguém que está ao lado do gestor nos momentos bons e nos difíceis. E isso, para quem torce pelo quanto pior melhor, gera desconforto. Para alguns, gera ciúme. Para outros, uma certa inveja mal disfarçada.

A mulher, goste-se ou não dessa constatação simples, é muitas vezes o braço direito do homem público. É o porto seguro, a voz que aconselha longe dos microfones, o olhar atento que percebe o que muitos não veem. Desqualificar esse papel é desqualificar uma realidade que atravessa gerações, ideologias e partidos.

O trabalho que Luciana vem realizando ao lado do prefeito não tem nada de exagerado ou fora de lugar. Ao contrário. É exatamente o que se espera de alguém que divide a vida com quem carrega o peso de governar uma cidade. Ela acompanha, auxilia, dá suporte. Não governa no lugar do prefeito, não interfere de forma indevida, não busca protagonismo artificial. Apenas cumpre, com naturalidade, o seu papel.

Curioso é observar que esse mesmo comportamento é visto com absoluta normalidade em outras cidades e até mesmo a nível nacional. A presença da primeira-dama ao lado do gestor é encarada como sinal de união, de equilíbrio, de apoio. Em Bom Conselho, por alguma razão, virou problema. Talvez porque em gestões anteriores isso não fosse comum. E aí fica a pergunta que muitos evitam responder. Por que antes não havia essa presença? Era ausência de parceria ou simples opção pessoal? Seja como for, o fato de antes não ter sido assim não transforma o agora em erro.

É preciso separar crítica política de implicância pessoal. Questionar políticas públicas é legítimo. Debater rumos administrativos é necessário. Atacar a presença de uma mulher ao lado do marido, apenas porque isso incomoda ou desperta sentimentos menores, não é crítica. É dor de cotovelo. E, sim, em alguns casos, inveja mesmo.

Luciana Quirino merece reconhecimento pela postura que tem adotado. Não por bajulação, mas por justiça. Está fazendo o que deve ser feito, com respeito, com presença e com compromisso. Quem insiste em transformar isso em problema talvez devesse olhar menos para o lado e mais para aquilo que realmente importa para Bom Conselho.

No fim das contas, a cidade ganha quando um gestor tem ao seu lado alguém que soma. E perde tempo quando alguns preferem criar polêmica onde só existe parceria.

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