A Multiclick Brasil, investigada por
suspeita de ser uma pirâmide financeira, procurou a Justiça para evitar que
suas contas e atividades sejam bloqueadas. O congelamento foi a tática adotada
por promotores e procuradores da República contra Telexfree, BBom e Priples,
acusadas da mesma fraude.
Assim como as três empresas já bloqueadas,
a Multiclick Brasil que informa atuar por meio do marketing multinível está na
lista de 31 empresas investigadas por uma força-tarefa nacional de combate a
pirâmides financeiras.
Ao menos dois ministérios públicos
estaduais abriram inquéritos contra a empresa: o de Santa Catarina, em junho, e
o de Rio Grande do Norte, em julho.
Os advogados da Mutliclick, então, fizeram
ao menos dois pedidos à Justiça para tentar evitar que os promotores exigissem
que as contas e as atividades da empresa fossem bloqueadas.
O primeiro mandado de segurança chegou à
Justiça Federal em Santa Catarina em 22 de julho, que não aceitou o pedido e
determinou a extinção da ação. Na quarta-feira passada, dia 07, um pedido
semelhante chegou à quarta Vara da Fazenda Pública de Natal (no Rio Grande do
Norte). O processo foi colocado sob segredo de Justiça e ainda não houve uma
decisão sobre as solicitações da empresa.
Apesar da existência desses dois inquéritos,
o presidente da empresa, Wagner Alves, diz, em vídeo, disponível na internet
desde o fim de julho, que a empresa está livre de investigações.
Fonte: Portal iG

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