Maioria dos bebês que nascem no Brasil vem
ao mundo por meio de cirurgia cesariana. Dados divulgados pelo Ministério da
Saúde revelam que, no nosso país, em média 52 em cada 100 partos são
cesáreas. Na rede privada, o índice chega a 88 cesáreas em 100 nascimentos.
O número é bastante superior ao que é
recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de, no máximo, 15 cesáreas
em cada 100 partos.
É importante lembrar que a cirurgia é, sim,
uma opção importante e que deve ser usada quando o bebe está realmente em
risco. No entanto, quando é uma opção feita mais por comodidade, pode
trazer sérios riscos à saúde da criança.
A cesárea aumenta, por exemplo, o risco de
nascimentos prematuros. É que os médicos se baseiam no ultrassom para
estabelecer a idade gestacional, só que o exame tem margem de erro de 15 dias
para mais ou para menos.
Ou seja, muitos obstetras indicam a
cirurgia quando o ultrassom aponta 38 ou 39 semanas, mas o problema é que o
bebê pode estar só com 36 e, nesse caso, ainda não estar totalmente pronto para
nascer, o que aumenta o risco de problemas respiratórios e também aumenta a
chance de o bebê precisar ficar algum tempo na UTI.

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