Por 6 votos a 5, com desempate da
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Carmem Lúcia, foi
negado o habeas corpus ao ex-presidente Lula. A sessão, que aconteceu quarta-feira
(4) durou quase 11 horas e abriu caminho para a prisão imediata do petista,
condenado em segunda instância, por crimes de corrupção passiva e lavagem de
dinheiro no caso do triplex do Guarujá.
A defesa queria que Lula aguardasse em
liberdade até o esgotamento de todos os recursos, com a decisão final do
Superior Tribunal de Justiça (STJ). Votaram contra o habeas corpus os
ministros: Edson Fachin, relator do caso; Alexandre de Moraes, Luís Roberto
Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. Ficaram a favor da liberdade do ex-presidente
os ministros: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio
Mello e Celso de Mello.
Os principais dirigentes do PT realizaram
na manhã de quinta-feira (5), reunião de emergência no Instituto Lula, em São
Paulo. Segundo a colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, a cúpula
petista foi alertada por criminalistas que a prisão pode ocorrer dentro de
algumas horas.

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