sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Estudantes brasileiros desenvolvem pele artificial a partir do tecido de porcos.

Uma técnica desenvolvida por estudantes da rede pública de ensino do Estado de São Paulo chamou a atenção da comunidade médica.

Alunos do curso de Curtimento, da Escola Técnica (Etec) de Franca, a 400 quilômetros da Capital, conseguiram produzir pele artificial a partir do tecido de porcos. O fato de a região ser um tradicional pólo produtor de calçados contribuiu para o estudo, que contou com sobras do processamento do couro.
A tendência é que o novo material possa ser utilizado para transplantes em bancos de pele de hospitais, por exemplo, além de baratear o custo de futuras pesquisas.

Hoje, um metro e meio de pele produzido com tecido de porco, que já é usado em enxertos temporários, sai por cerca de 80 reais, enquanto o mesmo tamanho de pele artificial pode custar mais de cinco mil.

A pele humana é hoje um dos itens menos captados em bancos de órgãos.

O novo material, que a princípio não oferece riscos de doenças, está sendo testado pela USP, que inclusive tentará dar coloração à pele artificial.

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