Uma técnica
desenvolvida por estudantes da rede pública de ensino do Estado de São Paulo
chamou a atenção da comunidade médica.
Alunos do curso de
Curtimento, da Escola Técnica (Etec) de Franca, a 400 quilômetros da Capital,
conseguiram produzir pele artificial a partir do tecido de porcos. O fato de a
região ser um tradicional pólo produtor de calçados contribuiu para o estudo,
que contou com sobras do processamento do couro.
A tendência é que o
novo material possa ser utilizado para transplantes em bancos de pele de
hospitais, por exemplo, além de baratear o custo de futuras pesquisas.
Hoje, um metro e
meio de pele produzido com tecido de porco, que já é usado em enxertos
temporários, sai por cerca de 80 reais, enquanto o mesmo tamanho de pele
artificial pode custar mais de cinco mil.
A pele humana é
hoje um dos itens menos captados em bancos de órgãos.
O novo material,
que a princípio não oferece riscos de doenças, está sendo testado pela USP, que
inclusive tentará dar coloração à pele artificial.


Nenhum comentário:
Postar um comentário