O Brasil atingiu novo recorde de abuso
sexual, com três ataques a cada hora. As agressões pularam de 13.300 casos em
2011 para 32.082 em 2018, número recorde e crescente. O estranho é que um dado
dessa magnitude é anunciado e no dia seguinte passa a ser notícia de rodapé do
noticiário.
Dos 32 mil casos, surpreende o número de
abusos praticados na residência da vítima com mais de 11.800 casos ou 25% do
total, os cometidos por país e padrastos com 3.490 casos e que são cometidos
por amigos com 5.014. As meninas de 10 a 19 anos são as vítimas de toda essa
violência com 92,3% dos casos e as de 0 a 9 anos com 76,4% dos casos. Esse
recorde, contudo, já pode ter sido ultrapassado, se levada em conta a política
de governo que desde 2019 tem diminuído os investimentos para campanhas de
esclarecimentos e de orientação sexual nas escolas.
Tema que é encarado por conservadores e
atrasados como ensinar a criança a fazer sexo, quando o intuito é orientar
crianças e adolescentes a se protegerem desses abusos, como encarrar a situação
e mais, ensiná-las a ter coragem de denunciar, pois é muito comum que, sob o
argumento de não expor a situação de quem cometeu o crime, a família use o
famoso “o melhor e não mexer com isso”, ou seja, condena a vítima e protege
quem cometeu o crime.
Na contramão dessa realidade, o governo
excluiu o tema da grade curricular do MEC, repassando a temática para o
Ministério da Mulher, de Família e dos Direitos Humanos, um sinal de que para o
governo a violência sexual é discussão de costumes e não decorrente da impunidade,
da falta de formação e de educação.
É sabido que vivemos num país que precisa
avançar muito para reduzir o preconceito e o machismo e aumenta a preocupação
quando o governo insiste que a temática educação sexual é para ser discutida em
casa e não nas escolas, ou seja, é o governo concordando com os abusos que se
repetem ano após ano, quando técnicos e especialistas indicam a educação e a
capacitação de pessoas para orientar crianças em idade vulnerável, diminuir a
incidência desse epidemia reveladas no número crescente de casos de abusos de
crianças e adolescentes.

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